InexigibilidadeDivulgada no PNCP

contratação do instrutor Delton Aparecido Felipe, para atuar como conteudista do curso “Letrar para Transformar”, com previsão para disponibilização na Plataforma EaD em novembro de 2025.

MINISTERIO PUBLICO DA UNIAO · MINISTERIO PUBLICO DO DF E TERRITORIOS

Valor estimadoR$ 6.790,00
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Dados da publicação

Compra25Controle PNCP26989715000102-1-001876/2025Processo19.04.4671.0079654/2025-42ÓrgãoMINISTERIO PUBLICO DA UNIAOCNPJ do órgão26989715000102Unidade compradoraMINISTERIO PUBLICO DO DF E TERRITORIOSLocalBRASÍLIA/DFInstrumentoAto que autoriza a Contratação DiretaModo de disputaNão se aplicaPublicação10/09/2025, 16:29

Contexto da contratação

Lei 14.133/2021, Art. 74, III, f · Inexigibilidade de Licitação: f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal

O letramento racial é um conjunto de práticas que visa a conscientização sobre o racismo e a promoção da igualdade racial. Ele se baseia na ideia de que a linguagem e a cultura são instrumentos de poder e que o racismo se manifesta de diversas formas, incluindo a linguagem e as representações sociais. Em pesquisa divulgada pela Agência Brasil, apoiada pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR), publicada em 20/05/25, a cada 100 pessoas pretas, 84 relatam já ter sofrido discriminação racial, o que destaca a grande desigualdade racial existente no Brasil. Destaca-se que a população negra é a maioria no país, representando 55,5% da população total, de acordo com o Censo 2022 (IBGE). A Agência Brasil também divulgou que os negros possuem 2,7 vezes mais risco de ser vítima de homicídio (fonte: Atlas da Violência), são 72,9% dos moradores de favelas (Censo 2022, IBGE) e possuem taxa de desemprego 3,8% superior a dos brancos (PNAD, IBGE). Dessa forma, considerando o contexto atual, o Ministério Público como instituição defensora dos direitos fundamentais, tem como uma de suas funções a promoção de práticas antirracistas, a começar pelos seus membros e servidores no trato com a sociedade e com os colegas de trabalho. Assim, vislumbra-se a necessidade de letrar racialmente os membros e servidores da instituição para a compreensão da racialização na sociedade brasileira, permitindo que a atuação ministerial, tanto no âmbito da atividade-fim quanto na atividade-meio, seja permeada por posturas antirracistas. A ação reflete, por exemplo, em um atendimento ao público mais empático, em análises processuais livres de discriminação racial e em relações interpessoais mais igualitárias. Além disso, a formação antirracista oferecida aos integrantes do MPDFT será compartilhada com outras instituições e sociedade civil, colaborando para a construção de uma sociedade mais igualitária.