Contratação da prestadora de serviços Pessoa Jurídica de direito privado, devidamente registrada no cadastro nacional de pessoas jurídicas sob a razão social PASSAGENS – CURSOS E PALESTRAS LTDA, e CNPJ nº 27.207.972/0001-08, neste ato representada por sua administradora e profissional formadora Marcia Angelita Tiburi, para ministrar a palestra denominado “A luta contra a misoginia: Construindo a sociedade do diálogo”, destinado aos profissionais do magistério do município.
MUNICIPIO DE CAMPINAS · PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINAS - SP
Dados da publicação
Contexto da contratação
Lei 14.133/2021, Art. 74, III, f · Inexigibilidade de Licitação: f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal
A partir de análises da Rede Municipal de Educação de Campinas, é possível constatar que existe a real necessidade de mapear mais espaços públicos para incorporar uma discussão sobre conquistas de direitos e igualdade de gênero, promovendo a construção de debates, o resgate histórico de luta de mulheres, a proposição de novas formas de ampliar a conscientização coletiva através do diálogo, bem como a presente iniciativa vem ao encontro das ações antirracistas promovidas pelo Departamento Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação de Campinas. A discussão sobre gênero e violência contra a mulher em Campinas não é uma escolha ideológica, mas uma urgência social e educacional fundamentada em dados alarmantes que evidenciam a persistência e a gravidade desses problemas na cidade. A necessidade de abordar esses temas na formação de professores se justifica pela capacidade do ambiente escolar em transformar realidades e pela responsabilidade de preparar cidadãos para uma sociedade mais justa. É fundamental propor momentos para uma reflexão crítica sobre as construções sociais de gênero, para que os profissionais tenham conhecimento que possibilitem ampliar o potencial de meninos e meninas, que valorizem as expressões emocionais específicas de cada gênero e promovam a equidade nas expectativas de carreiras futuras. O ambiente escolar não está imune a manifestações de machismo, misoginia, homofobia e transfobia. Sem uma formação específica, os educadores podem falhar em reconhecer e enfrentar essas formas de violência. Sem a intervenção pedagógica adequada, o bullying de cunho misógino, homofóbico e transfóbico, a desvalorização de interesses femininos e a reprodução de discursos de ódio podem emergir.