DispensaDivulgada no PNCP

Contratação de prestador de serviço de arranjador musical para o concerto que a Orquestra Joseense fará em 17/06/2026

FUNDACAO CULTURAL CASSIANO RICARDO · FUNDAÇÃO CULTURAL CASSIANO RICARDO

Valor estimadoR$ 4.500,00
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Dados da publicação

Compra143Controle PNCP45395704000149-1-000334/2026Processo273/2026ÓrgãoFUNDACAO CULTURAL CASSIANO RICARDOCNPJ do órgão45395704000149Unidade compradoraFUNDAÇÃO CULTURAL CASSIANO RICARDOLocalSão José dos Campos/SPInstrumentoAto que autoriza a Contratação DiretaModo de disputaNão se aplicaPublicação28/05/2026, 11:17

Contexto da contratação

Lei 14.133/2021, Art. 75, II · Dispensa de Licitação: para contratação que envolva valores inferiores a R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), no caso de outros serviços e compras

A Orquestra Joseense é um projeto cultural destinado a jovens, com o objetivo de formação musical, aperfeiçoamento de músicos instrumentistas e capacitação para a profissionalização artística, além de proporcionar a difusão da música instrumental, a formação de público e acesso da população a programas artísticos de qualidade. A existência de obras escritas especificamente para grupos sinfônicos é um dos pilares fundamentais da vida orquestral. Diferentemente de arranjos e transcrições — que têm seu valor próprio —, as composições originais para orquestra exploram com plenitude as possibilidades tímbricas, dinâmicas e expressivas desse conjunto, revelando sua verdadeira identidade sonora. Quando um compositor cria diretamente para a orquestra, ele pensa em cada naipe como parte de um organismo vivo: as cordas em seu papel melódico e harmônico, os sopros em seu poder de colorir e contrastar, a percussão como pulso e drama. Esse pensamento orquestral genuíno resulta em obras que apenas a orquestra pode realizar com autenticidade — peças que nasceram daquele universo sonoro e só nele encontram sentido completo. Para a formação artística dos músicos, o contato com um repertório original e diversificado é insubstituível. É através dessas obras que os instrumentistas aprendem a escutar o coletivo, a equilibrar sua voz dentro de um grande conjunto, a responder ao gesto do regente e a compreender a arquitetura de uma grande forma musical. Não se trata apenas de técnica: trata-se de desenvolver uma escuta orquestral, uma sensibilidade que só se constrói na vivência do repertório sinfônico autêntico. Além disso, a encomenda e o estímulo a novas obras para orquestra mantêm viva a relação entre compositores e intérpretes, garantindo que esse formato centenário continue em diálogo com o seu tempo. Uma orquestra que apenas repete o cânone estabelecido se fecha sobre si mesma; aquela que também abraça obras originais contemporâneas demonstra vitalidade, responsabilidade cultural e compromisso com as gerações futuras. Em suma, o repertório original sinfônico não é um detalhe — é a própria razão de ser da orquestra. Cultivá-lo é investir na identidade artística do conjunto, na formação profunda de seus músicos e na relevância da música orquestral para a sociedade.